O romance histórico na contemporaneidade: a tetralogia napolitana e o realismo feminista de Elena Ferrante
DOI:
https://doi.org/10.34096/interlitteras.n6.16445Resumen
O objetivo deste artigo é analisar a série de quatro livros da escritora italiana
Elena Ferrante, mais conhecida como tetralogia napolitana, buscando entender
se é possível considerá-la um romance histórico contemporâneo. Em diálogo
com historiadores, teóricos da literatura e críticos literários como György
Lukács, Erich Auerbach, Mikhail Bakhtin e Fredric Jameson, bem como as
filósofas italianas Adriana Cavarero e Luisa Muraro, minha hipótese é que
Elena Ferrante utiliza da forma do romance histórico a partir da construção de
um realismo feminista enfatizando a realidade social das mulheres na segunda
metade do século XX na Itália e incentivando reflexões na atualidade sobre os
papéis sociais de gênero através da literatura.