A função utópica como categoria da práxis segundo Ernst Bloch
DOI:
https://doi.org/10.34096/interlitteras.n6.16453Resumen
Este artigo objetiva apontar a relação entre o conceito de função utópica e os
estratos de possibilidade como chave para uma compreensão adequada da filosofia
de Ernst Bloch. Para tanto, partimos da definição de função utópica, na forma como
é abordada no capítulo 15 de O Princípio Esperança: uma capacidade humana de
antecipar aquilo que ainda não é, mas que pode ser, distinguindo-se, portanto, do
mero utopismo e da utopia abstrata. Em seguida, apontamos em que condições a
função utópica devém utopia concreta, a saber, com a categoria do possível real.
Isso será demonstrado com a apresentação dos estratos de possibilidade pensados
por Ernst Bloch. Por fim, mostramos como a função utópica bem fundada contribui
para a práxis humana e impulsiona o otimismo militante.