Revisitando Napalpí: Por uma antropologia dialógica da ação social e da violência

Autores

  • Carlos Salamanca Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET)

DOI:

https://doi.org/10.34096/runa.v31i1.758

Palavras-chave:

Chaco, toba, Napalpí, Violência, Antropologia Política

Resumo

Após a declaração da conquista definitiva da região do Chaco em 1911, a redução de Índios de Napalpí foi, em 1924, o cenário da mais forte manifestação de violência institucionalizada por parte do Estado argentino em contra dos índios da região do Chaco. Repensada à luz dos processos de democratização dos anos 80 e da ação política toba contemporânea, a chacina de Napalpí gerou uma multiplicidade de lecturas e de usos às vezes contraditórios. Dita multiplicidade reflete a diversidade de formas de ação política, de subjetividade indígena e de leituras de uma trajetória histórica compartilhada somente em aparência. Neste trabalho vamos analisar os contextos nos que o massacre de Napalpí transforma-se num cenário de reivindicação política. Com esse intuito, vamos nos concentrar na natureza de ditos processos num panorama que se torna mais complexo pela aparição de novos atores que destraçam a verticalidade das relações Estado/índios.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Carlos Salamanca, Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET)
    Doctor en Antropología Social y Etnología EHESS, París. Investigador Asistente del Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET)

Publicado

2010-07-30

Edição

Seção

Espaço aberto - Artigos originais

Como Citar

Revisitando Napalpí: Por uma antropologia dialógica da ação social e da violência. (2010). RUNA, Archivo Para Las Ciencias Del Hombre, 31(1), 67-87. https://doi.org/10.34096/runa.v31i1.758