Entre memórias de Portugal e África: as políticas patrimoniais na região portuária do Rio de Janeiro, Brasil

Autores

  • Roberta Sampaio Guimarães Universidade do Estado do Rio de Janeiro-Brasil

DOI:

https://doi.org/10.34096/cas.i44.3580

Palavras-chave:

Memória, Patrimônios culturais, Projetos urbanísticos, Identidade afro-brasileira, Rio de Janeiro

Resumo

Neste artigo analiso os efeitos das políticas brasileiras de urbanização e valorização dos patrimônios culturais sobre a configuração física e simbólica dos espaços urbanos, focalizando as contemporâneas intervenções da Prefeitura do Rio de Janeiro na região portuária e os contra discursos, resistências e conciliações que suscitaram. Será apresentado como grupos sociais que se atribuíam uma identidade afro-brasileira e articulavam memórias sobre o mercado de escravos africanos confrontaram a Prefeitura quando esta valorizou a memória da colonização portuguesa em suas ações patrimoniais. Ao refletir sobre as políticas patrimoniais, exploro a hipótese de que todo processo de imaginação de um sítio histórico, seja ele denominado português ou afro-brasileiro, afeta a autoconsciência dos habitantes da cidade e gera imprevistos processos políticos e sociais.

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Biografia do Autor

  • Roberta Sampaio Guimarães, Universidade do Estado do Rio de Janeiro-Brasil
    Doctora en Antropología Cultural, Profesora Adjunta e Investigadora del Instituto de Ciencias Sociales y del Programa de Postgrado en Ciencias Sociales de la Universidad del Estado de Río de Janeiro (UERJ), Río de Janeiro, Brasil.

Publicado

2016-12-19

Edição

Seção

Espacio Abierto - Artículos Originales

Como Citar

Entre memórias de Portugal e África: as políticas patrimoniais na região portuária do Rio de Janeiro, Brasil. (2016). Cuadernos De antropología Social, 44, 51-66. https://doi.org/10.34096/cas.i44.3580